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Eu não sou (,) obrigada, tu não és (,) obrigado

A comédia, como arte que é, deve ser instrumento de reflexão. Eu gosto de usar a comédia para criar a oportunidade de conversar com meu filho sobre todo o tipo de assunto, porque penso que educar é minha função enquanto responsável.

Através dos vídeos do Fábio Rabin falamos sobre judaísmo e política brasileira; Thiago Ventura nos levou a conversar a respeito de drogas e sobre como a determinação de um rapaz pode levá-lo até onde ele quiser; já o trabalho do Afonso Padilha facilitou a conversa sobre masturbação. Assistir com ele o especial de Natal do Porta dos Fundos trouxe muitas perguntas sobre o cristianismo e o significado do Natal.

Então, se você tem alguma dificuldade em falar com alguém, experimente a comédia. Transmita seus valores e discorde da piada, se assim entender. Arte não nos obriga a gostar ou a concordar, apenas a pensar.

E lembra que censurar é impedir a escolha do outro, o que é um ótimo instrumento de propaganda ideológica, coisa que eu sei que você é contra, com certeza. “Pois por que há de a minha liberdade ser julgada pela consciência de outrem?” (Coríntios, 10:29). Ou a sua.